Previsão do tempo em Santa Catarina indica fim de semana de sol e temperaturas em elevação |
Futuro incerto da Ceasa Joinville preocupa vereadores e produtores rurais
-
Foto: Mauro Artur Schlieck / CVJ -
Ausência de representante estadual em reunião acirra críticas sobre a gestão e atraso na transição prometida
A indefinição sobre o futuro da unidade da Ceasa em Joinville gerou críticas intensas de vereadores e produtores rurais durante uma reunião extraordinária da Comissão de Economia e Agricultura, realizada nesta segunda-feira (25), na Câmara de Vereadores. A ausência de um representante do Governo do Estado foi alvo de cobranças, já que o estado deveria ter assumido a gestão plena da central desde setembro do ano passado.
O impasse teve início em março de 2023, quando o governador Jorginho Mello (PL) assinou um convênio para a gestão compartilhada da Ceasa Joinville com a Prefeitura. O acordo previa que, após seis meses, o estado assumiria integralmente a operação da unidade. No entanto, mais de um ano depois, a central segue sem um CNPJ estadual e enfrenta dificuldades para se manter ativa.
Atualmente, apenas cinco boxistas operam na unidade de Joinville, dividindo os custos de manutenção dos galpões. O número é alarmante se comparado a outras unidades do estado, como Blumenau, com 37 boxistas, e São José, na Grande Florianópolis, com 139, segundo dados oficiais da Ceasa SC.
Os participantes da reunião reforçaram a necessidade de uma posição clara do Governo de Santa Catarina sobre os próximos passos para a gestão da Ceasa Joinville. Sem uma estrutura adequada e maior apoio, a unidade corre o risco de perder sua relevância no abastecimento regional, prejudicando diretamente os produtores locais e o mercado consumidor.
Sem representante
A reunião na Câmara tinha por objetivo discutir o futuro do espaço e quais seriam os próximos atos do estado para assumir o local, mas o governo do estadual não apareceu. O diretor presidente da Ceasa SC, Sandro Carlos Vidal, enviou uma correspondência para justificar a ausência. De acordo com o documento, a participação era inviável em virtude de outro compromisso.
A ausência de um representante estadual gerou insatisfação dos participantes, o secretário municipal de desenvolvimento econômico. William Escher ainda lamentou a falta de um posicionamento do governo estadual sobre as reforma da Ceasa.
Agricultores também lamentaram a ausência de encaminhamentos. O representante da Associação de Produtores Orgânicos, Beto Amaral, cobrou a reativação da Ceasa e disse não entender a razão do governo estadual não ter assumido o controle em Joinville.
O presidente da câmara, Diego Machado (PSD) avaliou que a assinatura da gestão estadual não virou realidade no dia a dia da Ceasa Joinville. Ele defendeu uma pressão política sobre o governo estadual.
O vereador Adilson Girardi (MDB), que preside a Comissão de Economia e Agricultura, avaliou que o governo estadual adia decisões. O parlamentar defendeu o envio de uma moção para cobrar o fim do impasse que, na opinião dele prejudica, os produtores rurais da região.

Deixe seu comentário